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20 • Março • 2020

Se depender das transportadoras, não haverá desabastecimento”, dizem as empresas

O Brasil vive um momento delicado. A economia nacional sofre com a queda da atividade econômica devido à pandemia do Coronavírus, que ameaça chegar com força ao País. Os governos recomendam que as pessoas fiquem em casa, eventos e reuniões estão sendo cancelados e o efeito disso é a desaceleração da economia e o risco de desabastecimento, de falta de serviços e de dificuldades financeiras para diverso setores.

Para o transporte de cargas, a situação é delicada: os quadros administrativos das empresas de transporte estão trabalhando de casa em grande número, mas as operações, que não podem parar, demandam a presença dos trabalhadores. Conferentes, ajudantes, carregadores, supervisores, encarregados, motoristas: a circulação de cargas dependem do trabalho destes profissionais, que estão em alerta, tomando as devidas precauções para que não haja nem contágio coletivo, nem paralisação das operações.

Empresas estão empenhadas

A reportagem da Agência Transporta Brasil conversou com exclusividade com um dos representantes das transportadoras, o empresário Tayguara Helou. Ele é presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de São Paulo e Região e também atua no segmento de transporte de cargas fracionadas. De acordo com Tayguara, não há risco de desabastecimento. “Se depender das empresas de transportes, o Brasil não ficará desabastecido. Estamos montando planos de contingenciamento e orientando nossas forças de trabalho sobre como lidar com a situação e prevenir o contágio. Muitas empresas usam smartphones para fazer a baixa de entregas e orientamos a higienizar os caminhões, as canetas e todo material manuseado pelas equipes, por embarcadores e pelos destinatários. Além disso, estamos suspendendo reuniões, treinamentos e encontros presenciais e priorizando os contatos virtuais, quando é possível. O Brasil nunca precisou tanto do transporte rodoviário de cargas e estamos aqui para ajudar e fazer a nossa parte”, disse
o dirigente setorial.

Com o risco de crise financeira, Tayguara Helou lembrou que os governos estadual e federal estão trabalhando para minimizar os impactos do vírus. “Existem medidas sendo tomadas, como carências e prazos maiores para o recolhimento de tributos e obrigações das empresas. Estamos vendo que os governos estão com boa vontade para ajudar as empresas e toda a sociedade a passar por esta crise e, em breve, estaremos de volta à normalidade”, complementou Helou.

 

Saiba mais no site: TransportaBrasil

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